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domingo, 23 de março de 2014

Turismo em Brotas

Igreja Matriz


Pensa em uma pessoa avessa à aventuras, que tem medo de montanha russa, mas vai passar o final de semana em uma cidade conhecida como capital do turismo de aventura e volta apaixonada por tudo. Sou eu.

Decidi dar uma viagem de presente de aniversário ao meu marido, Ricardo. Pesquisei alguns destinos, mas gostei da indicação feita por uma amiga e acabamos indo para Brotas.

Desde quando fiz as reservas no hotel tinha como certo que nunca-jamais-em-hipótese-alguma eu faria rafting nesta encarnação. Sou muito medrosa e entrar em um rio em um bote estava fora de cogitação.

Pode parecer besteira, mas, ao chegar à cidade, você acaba sendo envolvido pelo “espírito de aventura” e quer fazer tudo – até rafting.

A cidade é pequena, com menos de 30 mil habitantes, muito tranquila e sem semáforos. A impressão que se tem é que todos os comerciantes se conhecem, porque um acaba indicando o serviço do outro. O bom atendimento e a hospitalidade são marcas registradas da cidade.

No centro, as casas têm arquitetura antiga, mas circulamos por alguns bairros próximos, em que muitas casas estão em construção, com arquitetura contemporânea.
Uma coisa comum na cidade é você entrar em um comércio e encontrar um pôster autografado pelo cantor Daniel, morador mais ilustre na cidade.


Concluímos que dois dias é muito pouco para conhecer Brotas e pretendemos voltar em breve. Como passamos um dia inteiro em um parque com várias atividades e fizemos o rafting, acabamos não conhecendo cachoeiras famosas na cidade. Mas vamos ao que conhecemos:



Hotel Mirágua Refúgios

Restaurante Malagueta

Casa da Cachaça

Brotas Bar

Parque Aventurah

Rafting

Parque dos Saltos

Museu do Calhambeque

Coisas de Brotas


Brotas: Casa da Cachaça

Tonéis com bebidas

Ponto turístico de Brotas, a Casa da Cachaça fica em frente à Igreja Matriz. No local é possível encontrar grande variedade de produtos: cachaça, doces, pimentas, lembranças da cidade, queijos, salames, etc. 
Doce de abóbora com cerca de 300 quilos

O dono do espaço é o Luciano, que nos atendeu muito bem, oferecendo produtos para degustação e explicando a peculiaridade de cada guloseima e cada bebida. Amigo do cantor Daniel, ele mantém até imitações de cédulas de dinheiro com a foto do artista.


Nos fundos do comércio, tem uma espécie de alambique e, aos sábados, Luciano mostra como se faz uma pinga. Infelizmente não conseguimos acompanhar o processo, mas a Casa da Cachaça é destino certo na próxima visita a Brotas. 

O endereço é Avenida Padre Barnabé Girón, 221, Centro. 

Brotas: Mirágua Refúgios

Chalé Nipon, onde ficamos


O hotel foi pesquisado na internet e o preço era bom (diária a partir de R$ 230 para o casal), por oferecer café da manhã e estrutura com piscina, sauna e ofurôs.

O hotel tem três opções de chalés, tanto para casais quanto para grupos de seis pessoas. Localizado no centro da cidade, ele fica a poucos metros de alguns dos principais bares, restaurantes, agências de turismo e pontos turísticos.

Optamos pelo chalé Nipon, com ofurô. O quarto, todo em madeira, era gostoso, com TV, micro-ondas, lareira (que obviamente não usamos) e ar condicionado.

Ofurô no quarto


Os contras: banheiro muito escuro, com lâmpada fraca. À noite, para uma mulher se maquiar, é terrível, pois corre-se o risco de sair feito uma palhaça. A cama era de casal comum, sem opções para queen ou king size. Como meu marido é muito alto, ficou com os pés para fora.







O café da manhã era bom, muito bem servido. Não entramos na piscina, por pura falta de tempo. Perto da piscina há alguns ofurôs coletivos, mas por ficarem próximos a um lago dentro do hotel, nem cogitamos a possibilidade de entrar com medo de bichos, principalmente porque à noite a área de lazer é extremamente escura. Poderiam dar uma melhorada na iluminação e oferecer serviço de bar até mais tarde, para tentar fazer com que os hóspedes que chegam cansados dos passeios consumam dentro do próprio hotel.


Lago dentro do hotel

Chegamos a usar a sauna por alguns minutos, mas quando fui usar um chuveiro no recinto ele entrou em curto-circuito e acabamos indo embora.

Em geral, o serviço foi satisfatório. O endereço é Avenida Rodolfo Guimarães, 94, Centro.

Brotas Bar

Fachada do Brotas Bar, badalado endereço na cidade

O Brotas Bar, na verdade, é também um restaurante e tem acesso direto para um empório com artigos importados e nacionais. O lugar é tão legal e o atendimento tão bom que foi nosso destino por dois dias.

Um dos ambientes do Brotas Bar
Primeiro restaurante temático de Brotas, o espaço é lindo. A decoração é rústica e ao mesmo tempo sofisticada. A proprietária do Brotas Bar, Daniela Sanchez, explicou que o prédio abrigou a primeira pousada da cidade e tem cerca de 100 anos. Quando ela e o marido decidiram abrir o bar, optaram por preservar a estrutura, inclusive reaproveitando materiais, como batentes de portas, parede, e a madeira que saiu do telhado e foi parar no balcão.



Bote foi reaproveitado
O Brotas Bar é um amplo prédio de dois andares e por onde o visitante olha é remetido aos esportes praticados na cidade. O teto de um dos salões é todo ondulado, para lembrar o movimento do Rio Jacaré-Pepira, onde ocorre a prática de rafting. Neste mesmo ambiente, ficam vários troféus conquistados pela equipe Bozo D’Água, tricampeã mundial de rafting e orgulho de Brotas. Neste recinto, há uma mesa para 12 pessoas dentro de um bote de rafting.

No deck do restaurante, há vários caiaques com lâmpadas no interior, dando um efeito incrível. No andar superior, as luminárias das mesas são feitas com capacetes usados no rafting e também há uma exposição permanente de fotos sobre os esportes praticados em Brotas.

O chopp Brahma geladíssimo pode ser acompanhado de porções e lanches. A casa ainda tem uma ampla carta de vinhos para acompanhar os pratos gourmet, que não tivemos tempo de experimentar - nos dois dias, preferimos aproveitar as várias opções de petiscos.


No primeiro dia no Brotas Bar, comemos uma porção enorme de fritas cobertas com queijo e acompanhadas de um trio de molhos sensacional. Comemos também uma porção de bolinhos de carne seca com abóbora e outra de iscas de peixe, ambas deliciosas.

No dia seguinte, as escolhas foram o ceviche com duas opções de peixes, muito bem servidas, e o escondidinho de carne seca que vem numa panelinha graciosa e é de comer rezando, de tão gostoso.






A simpática Daniela Sanchez, que confere atendimento exemplar

Atendimento nota mil para todos os que passaram pelas nossas mesas nestes dois dias. Isso deve-se muito ao olhar sempre atento da proprietária, que ficou na entrada do restaurante nos dois dias, recepcionando todos os clientes. 

O Brotas Bar fica na Rua Mário Pinotti, 267, Centro. 

Brotas: Parque Aventurah

Parte do Aventurah
Logo após chegarmos a Brotas já tínhamos decidido que iríamos fazer o rafting. Fomos então procurar uma agência para comprar o passeio. Como eu já havia pesquisado algumas na internet, optamos pela Aventurah, pois sabia que eles tinham outras atividades no parque, além do rafting e poderíamos passar o sábado todo lá.

A agência fica no Centro de Brotas, chegamos, negociamos com uma vendedora e fechamos o pacote para fazermos o rafting (R$ 99) e passarmos o dia no parque com atividades como tirolesa, escalada, caiaque, stand-up, arvorismo, piscina, toboágua no lago, arco e flecha, entre outros (R$ 58).

O parque fica a 12 quilômetros do Centro, mas é de fácil acesso. O lugar é escolhido por famílias, porque todas as atividades podem ser feitas por crianças. Os carros ficam estacionados debaixo de árvores, às margens da rodovia, mas sem riscos.




Piscina estava vazia há duas semanas
Chegamos, recebemos as instruções e ao entrarmos a piscina estava vazia, além do toboágua para o lago estar interditado. Nos sentimos enganados, já que ao comprarmos o pacote na agência não fomos avisados de um problema que estava acontecendo há duas semanas. Reclamamos na recepção e, para compensar a enganação, nos deram como cortesia uma trilha até a cachoeira Santa Eulália.

Meu marido fez o arvorismo. Eu descobri que tenho medo de altura e acabei voltando logo após o primeiro trecho. Andamos de caiaque, mas o espaço é bem pequeno e em menos de dez minutos você enjoa, além de sentir dores nas pernas. Fomos na tirolesa e quase morri do coração, embora ela não ofereça nenhum perigo.

O que valeu a pena mesmo foi passeio que ganhamos até a cachoeira Santa Eulália. Como não conseguiríamos acompanhar o grupo das 13h30 devido ao conflito de horários com o rafting, acabamos indo apenas eu, meu marido e o guia Carlitos um pouco mais cedo.


Cachoeira Santa Eulália
A trilha é tranquila, pode ser feita em cerca de uma hora (ida e volta) e a cachoeira é bem bonita. O guia foi extremamente atencioso, paciente e grande responsável por gostarmos tanto do passeio. Não é possível fazer a trilha com crianças. Tem alguns lugares escorregadios, em que é preciso subir segurando em um corrimão feito com cordas.

Para fazer a trilha, é preciso estar com um tênis. Lá, eles dizem que pode ser papete, mas o lugar tem barro e muitas vezes é preciso entrar na água. O ideal também é passar bastante repelente. Como a trilha é feita em mata fechada, não há tanta preocupação com o protetor solar.

Ricardo e eu no retorno da trilha
Ah! Fomos em um veículo que parece aqueles de safári até o local da trilha. Aqueles que quiserem podem se sentar no alto do veículo, para irem observando a paisagem. Fizemos isso na volta e foi bem legal.

No Parque Aventurah tem uma lanchonete, mas achamos com poucas opções para alimentação. Mas como era possível sair do parque, fomos a um restaurante anexo, o Tavolaro, que tem também um empório que vende doces, queijos, etc. 

O dia foi gostoso, mas não sei se retornaria ao parque. Talvez para quem vai com crianças seja mais interessante, por ser um lugar fechado e tranquilo. 

Brotas: Museu do Calhambeque



Tínhamos pesquisado na internet que a cidade contava com um Museu do Calhambeque, mas não tínhamos ideia do que seria. Fica na mesma rua dos principais bares, restaurantes e agências.



Fomos no domingo, por volta das 12h. Pagamos R$ 5 para entrar e exploramos o museu sozinhos. No local não tem apenas carros antigos, mas objetos diversos, como ferros de passar roupa, ferramentas, livros e até uma sala odontológica datada de 1929.


Após percorrermos alguns cômodos, chegamos a um galpão onde estão estacionados diversos carros com uma pequena história a respeito de cada um. Eu, particularmente, não achei nada excepcional. O passeio dura menos de 30 minutos. 

O endereço é Rua Mário Pinotti, 554, Centro.